A busca por uma segunda estrela no escudo continua viva para a Espanha. Em um confronto eletrizante pelas quartas de final da Copa do Mundo, a Fúria superou a Bélgica por 2 a 1 nesta sexta-feira (10), em Los Angeles, nos Estados Unidos. O gol da vitória, que garantiu a classificação para as semifinais, veio dos pés de Mikel Merino, que mais uma vez saiu do banco de reservas para ser o herói da partida.
O triunfo espanhol não apenas coloca a seleção ibérica entre as quatro melhores do torneio, mas também marca o fim de uma era para a chamada “geração dourada” da Bélgica, que se despede de mais um Mundial sem o tão sonhado título. Agora, a Espanha se prepara para um clássico europeu contra a França, em um duelo que promete fortes emoções na próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), em Dallas.
A Fúria avança e o sonho belga se encerra
A classificação para a semifinal representa um marco importante para a Espanha, que não alcançava esta fase da Copa do Mundo desde o seu histórico título em 2010. Após a glória na África do Sul, a Fúria enfrentou eliminações precoces: na primeira fase em 2014, e nas oitavas de final em 2018 e 2022. A atual campanha reacende a esperança de um novo troféu, demonstrando a força de um elenco renovado e a resiliência em momentos decisivos.
Para a Bélgica, a derrota simboliza o adeus de uma geração talentosa, que incluiu nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne, Alex Witsel e Romelu Lukaku. Esses jogadores brilharam em grandes clubes europeus, mas não conseguiram traduzir esse sucesso em um título mundial para seu país. O auge da equipe belga foi a semifinal da Copa de 2018, quando eliminaram o Brasil nas quartas, e a Liga das Nações de 2021, onde também chegaram entre os quatro primeiros.
A vitória espanhola também teve um sabor de revanche. A Fúria prolongou sua invencibilidade de 12 jogos contra os belgas e, mais importante, vingou a eliminação na Copa de 1986, no México, quando a Bélgica levou a melhor nos pênaltis, após um empate por 1 a 1 nas quartas de final. A história, desta vez, sorriu para os ibéricos.
Confronto de gigantes: Espanha versus França
O caminho da Espanha agora cruza com o da França, em um embate que promete ser um dos pontos altos do Mundial. As duas seleções têm se encontrado frequentemente em jogos de alta voltagem nos últimos anos. A Espanha levou a melhor nos dois confrontos mais recentes em semifinais: uma vitória por 5 a 4 na Liga das Nações do ano passado, em Stuttgart, e um triunfo por 2 a 1 na Eurocopa de 2024, em Munique.
A última vez que a França superou a Espanha em uma partida decisiva foi na final da Liga das Nações de 2021, em Milão, com uma vitória por 2 a 1. Este histórico recente de duelos equilibrados e de alto nível adiciona uma camada extra de expectativa para a semifinal em Dallas, onde apenas um gigante europeu seguirá para a grande final da Copa do Mundo.
A estratégia dos técnicos e o fator Merino
Os técnicos Rudi Garcia, da Bélgica, e Luis de la Fuente, da Espanha, fizeram ajustes importantes em suas escalações. A Bélgica, afetada por lesões, teve que lidar com as saídas do volante Amadou Onana e do capitão Youri Tielemans, substituídos por Kevin de Bruyne e Hans Vanaken. No ataque, Jeremy Doku retornou ao time titular. Já a Espanha promoveu apenas uma mudança no meio-campo, com Fabian Ruiz retomando a vaga de Pedri.
Foi justamente Fabian Ruiz quem abriu o placar para a Espanha aos 29 minutos. Após uma jogada iniciada por Lamine Yamal e Pedro Porro, Dani Olmo finalizou, Courtois defendeu, mas o rebote sobrou para Ruiz mandar para as redes. A Espanha controlava o jogo, com Yamal se destacando pela direita.
No entanto, a Bélgica mostrou sua letalidade. Aos 39 minutos, Kevin de Bruyne cruzou pela direita e Charles De Ketelaere cabeceou para o gol, encerrando a invencibilidade de Unai Simon, que durava 648 minutos – um recorde em Copas. O empate trouxe um novo fôlego para os belgas e uma dose de tensão para os espanhóis.
O segundo tempo manteve a pressão espanhola, com a Bélgica buscando contra-ataques. As substituições foram cruciais: Lukaku entrou para a Bélgica, e Luis de la Fuente colocou Nico Williams para dar mais velocidade ao ataque espanhol. Aos 26 minutos da etapa final, a apreensão tomou conta do lado belga com a saída do goleiro Courtois, lesionado, dando lugar ao jovem Senne Lammens.
O destino, porém, reservava um desfecho dramático. Aos 42 minutos do segundo tempo, em uma rara finalização espanhola que Lammens defendeu parcialmente, Mikel Merino, que havia entrado em campo apenas dois minutos antes, aproveitou o rebote e completou para as redes, garantindo a vitória e a vaga na semifinal. A Bélgica ainda teve uma última chance nos acréscimos com Lukaku, mas a defesa espanhola se antecipou, selando o placar. Acompanhe mais detalhes sobre a partida na Agência Brasil.
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