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Com dois de Haaland, Noruega vence Brasil e encerra sonho do hexa na Copa

Imagem gerada com IA
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O dia 5 de julho de 2026 ficará marcado na memória do futebol brasileiro como um novo capítulo de frustração. A data, que já evocava a traumática eliminação para a Itália de Paolo Rossi na Copa do Mundo de 1982, agora carrega também o peso do adeus precoce ao sonho do hexacampeonato. A seleção brasileira foi superada pela Noruega por 2 a 1, em uma partida eletrizante disputada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pelas oitavas de final do Mundial.

A derrota não apenas encerra a jornada brasileira no torneio, mas também mantém e aprofunda incômodos tabus históricos. Há 24 anos, desde a vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha na final da Copa de 2002, em Yokohama, o Brasil não consegue superar um rival europeu em uma partida eliminatória de Copa do Mundo. Além disso, a Noruega segue como o único país que a seleção canarinho jamais venceu em sua história, com um retrospecto que agora soma três derrotas e dois empates contra os nórdicos.

Haaland, o carrasco nórdico que brilhou em Nova Jersey

A grande estrela da seleção escandinava, Erling Haaland, confirmou seu status de “carrasco” e foi, mais uma vez, o nome decisivo da partida. Após marcar o gol da classificação norueguesa contra a Costa do Marfim na fase anterior, o centroavante balançou as redes duas vezes no segundo tempo, selando a vitória e a vaga de sua equipe nas quartas de final. Com os dois gols, o craque nórdico alcançou a marca de sete tentos na Copa do Mundo, igualando-se aos atacantes Kylian Mbappé, da França, e Lionel Messi, da Argentina, na artilharia do Mundial.

A performance de Haaland não apenas garantiu a classificação da Noruega, mas também solidificou sua reputação como um dos jogadores mais letais do futebol mundial. Sua capacidade de aparecer em momentos cruciais e converter oportunidades em gols foi um diferencial que o Brasil não conseguiu igualar, deixando a torcida brasileira com a amarga sensação de ter sido superada por um talento em seu auge.

Análise da partida: oportunidades perdidas e a falta de efetividade

O técnico Carlo Ancelotti optou por Gabriel Martinelli no lugar de Lucas Paquetá, que estava fora devido a uma lesão na coxa esquerda, buscando mais velocidade e profundidade. Do lado norueguês, Stale Solbakken promoveu o retorno de Julian Ryerson à lateral direita, recuperado de lesão, na vaga de Marcus Pedersen.

A Noruega começou a partida de forma agressiva, assustando a torcida brasileira logo aos dois minutos com um gol de Alexander Sorloth, que foi anulado por impedimento. O Brasil, inicialmente acuado, teve sua grande chance aos nove minutos, quando Matheus Cunha sofreu pênalti. No entanto, o volante Bruno Guimarães cobrou à meia altura e o goleiro Orjan Nyland fez a defesa, desperdiçando uma oportunidade crucial de abrir o placar e mudar o rumo do jogo.

Ao longo do primeiro tempo, a seleção brasileira criou outras boas chances, mas pecou na finalização e na tomada de decisões. Matheus Cunha, Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli e Danilo tiveram oportunidades claras, mas a falta de efetividade e a boa atuação de Nyland impediram que o Brasil saísse na frente. A Noruega, por sua vez, aproveitou os erros brasileiros na saída de bola e, nos acréscimos, quase marcou com Odegaard, defendido por Alisson.

O legado de uma eliminação e o futuro da seleção

Esta eliminação marca a sexta vez consecutiva que o Brasil cai em uma fase eliminatória de Copa do Mundo, configurando a pior campanha desde 1990, quando também foi eliminado nas oitavas de final pela Argentina de Diego Maradona. Com este resultado, até 2030, a seleção canarinho completará 28 anos sem um título mundial, o maior jejum desde a primeira conquista em 1958.

Para o futebol brasileiro, a derrota levanta questões importantes sobre planejamento, renovação e a capacidade de superar adversários europeus em momentos decisivos. A Noruega, por outro lado, avança para as quartas de final e enfrentará o vencedor do confronto entre Inglaterra e México, que será disputado ainda neste domingo. O próximo desafio da equipe nórdica está marcado para o próximo sábado, 11 de julho, às 18h, em Miami, nos Estados Unidos.

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