O Torneio de Wimbledon, um dos mais prestigiados Grand Slams do tênis mundial, foi palco de emoções contrastantes para os atletas brasileiros nesta sexta-feira (3) de julho de 2026. Enquanto a paulista Luisa Stefani garantiu sua vaga na próxima fase das duplas femininas com uma performance sólida, o jovem carioca João Fonseca encerrou sua participação na chave de simples masculina, repetindo o resultado do ano anterior.
A jornada dos tenistas brasileiros no All England Club, em Londres, Reino Unido, reflete a dinâmica imprevisível do esporte de alto nível, onde a esperança de um lado se contrapõe à despedida do outro, mantendo os fãs atentos a cada saque e devolução na grama sagrada.
Wimbledon: João Fonseca e a despedida no simples
O dia não foi favorável para João Fonseca na chave de simples. O tenista carioca, atualmente na 27ª posição do ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), enfrentou o russo Roman Safiullin (132º) e foi superado em três sets a zero, com parciais de triplo 6/3. A partida, que durou 2 horas e 9 minutos, marcou o fim da participação de Fonseca no torneio individual.
Safiullin, que já havia surpreendido ao eliminar o compatriota Andrey Rublev (13º) na estreia, demonstrou consistência em quadra. Para Fonseca, a queda na terceira rodada em 2026 iguala sua campanha de 2025, um resultado que, embora não seja um avanço, mostra sua presença constante nas fases intermediárias de um Grand Slam, um feito notável para um atleta de sua idade e trajetória ascendente, que chegou a ser o 36º do mundo em 2024.
Luisa Stefani e a vitória nas duplas femininas
Em contraste, a alegria veio com Luisa Stefani. A sétima melhor duplista do mundo pela Associação de Tênis Feminino (WTA) e sua parceira, a canadense Gabriela Dabrowski (3ª), tiveram uma estreia impecável. Em apenas 58 minutos, elas venceram a dupla formada pela polonesa Alicja Rosolska (1822ª, que já foi 23ª em 2019) e a chilena Alexa Guarachi (844ª, com um pico de 11º em 2021) por dois sets a zero, com duplo 6/2.
A performance da dupla foi elogiada pela própria Stefani. “Ótima estreia, super feliz, sempre bom começar ganhando em um Grand Slam. Jogamos bem, sacando e devolvendo bem, sendo pacientes quando não encaixávamos os golpes como gostaríamos. Jogo bem administrado, ótimo para sentir as condições e começar a campanha com o pé direito”, declarou a paulista, por meio de sua assessoria de imprensa, ressaltando a importância de um bom início em um torneio de tamanha envergadura.
Na próxima fase, Stefani e Dabrowski enfrentarão as norte-americanas Caroline Dolehide (67ª) e Alycia Parks (207ª). O confronto está agendado para o sábado (4), com horário a ser definido pela organização do torneio.
Laura Pigossi e a oportunidade de última hora
Outra brasileira em quadra foi Laura Pigossi, número 88 do mundo nas duplas. Ela e sua parceira, a suíça Simona Waltert (125ª), foram chamadas de última hora para preencher uma vaga aberta por desistência. Apesar de terem saído na frente contra as ucranianas Anhelina Kalinina (327ª) e Dayana Yastremska (214ª), a dupla acabou sofrendo a virada e perdeu por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/1 e 6/1, após uma hora e 48 minutos de jogo. A participação de Pigossi, mesmo curta, destaca a resiliência e a prontidão dos atletas para aproveitar qualquer chance em um Grand Slam.
Romboli segue na disputa das duplas masculinas
Ainda há esperança brasileira nas duplas masculinas com Fernando Romboli. O carioca é o único representante do país que permanece na briga pelo título nesta modalidade. Ao lado do australiano John-Patrick Smith, Romboli terá um desafio pela frente neste sábado (4), na segunda rodada do torneio. Eles enfrentarão a parceria do argentino Guido Andreozzi (16º) e do francês Manuel Guinard (17º).
A partida de Romboli e Smith será a segunda do dia na quadra 5 do All England Club, com previsão de início somente após as 8h (horário de Brasília), oferecendo aos fãs brasileiros mais uma chance de torcer por um avanço em Wimbledon. A performance dos atletas brasileiros neste Grand Slam é um termômetro importante para o tênis nacional, mostrando o potencial e os desafios de competir no mais alto nível global.
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