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A seleção brasileira inicia jornada na Copa do Mundo em meio a expectativas e ciclo conturbado

Imagem gerada com IA
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A espera está prestes a terminar. Neste sábado, dia 13 de junho, a partir das 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira dá o pontapé inicial em sua jornada rumo ao tão sonhado hexacampeonato da Copa do Mundo. O primeiro desafio, que promete ser um dos mais exigentes da fase de grupos, será contra a forte equipe de Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Este confronto marca a abertura do Grupo C, que também inclui Escócia e Haiti, com todos os jogos concentrados em solo norte-americano. A partida não é apenas o início de uma nova campanha mundialista, mas também um teste crucial para a equipe comandada por Carlo Ancelotti, após um período de preparação repleto de reviravoltas e desafios nos bastidores.

Seleção brasileira: a busca pelo hexa e o desafio marroquino

A seleção brasileira carrega consigo uma impressionante invencibilidade em estreias de Copas do Mundo, um legado que remonta a 1934. A última derrota em um primeiro jogo de Mundial foi para a Espanha, por 3 a 1, no Estádio Luigi Ferraris, em Gênova. Desde então, o Brasil acumulou 17 vitórias e três empates, mantendo uma tradição de bons inícios. No Mundial anterior, no Catar, a equipe verde e amarela superou a Sérvia por 2 a 0, com dois gols de Richarlison, no Estádio Lusail.

No entanto, o adversário desta estreia de 2026 é um dos mais formidáveis que o Brasil já enfrentou em uma primeira rodada. A seleção marroquina, que surpreendeu o mundo ao alcançar as semifinais do Mundial do Catar, ostenta a sétima posição no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), apenas uma colocação abaixo do próprio Brasil. Além disso, o histórico recente pesa: no último embate entre as duas equipes, em 25 de março de 2023, os Leões do Atlas venceram por 2 a 1, em Tanger, com gols de Sofiane Boufal e Abdelhamid Sabiri, enquanto Casemiro descontou para o Brasil. Esse resultado adiciona uma camada extra de pressão e rivalidade ao confronto.

Um ciclo de preparação marcado pela instabilidade

Aquele amistoso de 2023 contra Marrocos, sob o comando de Ramon Menezes, foi o prenúncio de um dos ciclos de Copa do Mundo mais tumultuados na história da seleção brasileira. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) viveu um período de grande instabilidade, com uma sucessão de técnicos e mudanças na cúpula diretiva que impactaram diretamente o planejamento da equipe.

Inicialmente, na expectativa pela chegada de Carlo Ancelotti, que só estaria disponível em meados de 2024 após cumprir seu contrato com o Real Madrid, a CBF nomeou Fernando Diniz como técnico interino. Diniz, que havia sido campeão da Libertadores com o Fluminense, durou apenas seis jogos. Uma sequência de três derrotas consecutivas nas eliminatórias para a Copa e a renovação de Ancelotti com o Real Madrid precipitaram sua saída. Em seguida, Dorival Júnior, então campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023, foi contratado em janeiro de 2024 com a promessa de ser o técnico definitivo para 2026. Contudo, sua passagem também foi breve, encerrada em março de 2025, após uma goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina pelas eliminatórias.

A reviravolta final veio com a confirmação de Carlo Ancelotti como técnico do Brasil em 26 de maio de 2025, após uma temporada abaixo do esperado do Real Madrid. A contratação foi anunciada por Ednaldo Rodrigues, mas Ancelotti foi recebido por Samir Xaud, que assumiu a presidência da CBF após o segundo afastamento de Ednaldo em seis meses, em meio a uma intensa disputa eleitoral. Sob a liderança de Ancelotti, o Brasil conseguiu a classificação para a Copa, mas com a quinta posição nas eliminatórias, a pior campanha da história da seleção. Apesar do início conturbado, o técnico italiano teve seu vínculo renovado até o Mundial de 2030, sinalizando uma aposta de longo prazo na estabilidade.

Ancelotti e as dúvidas na escalação brasileira

Para a estreia, Ancelotti convocou sete jogadores que estiveram em campo na derrota para Marrocos em 2023: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer, o volante Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior. Nomes importantes como Eder Militão e Rodrygo, que eram peças-chave nos planos do treinador, foram cortados devido a lesões, adicionando mais um desafio à montagem da equipe.

A expectativa é que Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior iniciem a partida. As maiores dúvidas de Ancelotti residem nas laterais da defesa. Na direita, Ibañez surge como opção para disputar posição com Danilo, após o corte de Wesley por contusão. Na lateral esquerda, a disputa está entre Alex Sandro e Douglas Santos. Durante os treinos no CT Columbia Park, em Morristown, Ancelotti manteve suas escolhas em sigilo, aumentando a curiosidade sobre a formação inicial.

Uma provável escalação para a estreia da seleção brasileira inclui: Alisson; Danilo (ou Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (ou Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Marrocos: a ascensão dos Leões do Atlas e novas estrelas

Do lado marroquino, a equipe também apresenta mudanças, mas mantém uma base sólida. Seis jogadores que participaram da vitória de 2023 contra o Brasil foram convocados: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui, o volante Sofyan Amrabat e os meias Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Lesões tiraram o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli, que seriam originalmente oito.

O comando técnico também mudou. Walid Regragui, o arquiteto da campanha histórica no Catar, deixou o cargo em março deste ano. O novo treinador, Mohamed Ouahbi, é uma figura promissora, tendo levado Marrocos a um inédito título mundial sub-20 em 2025, superando a Argentina na final. Esse feito demonstra a força das categorias de base marroquinas e a continuidade de um projeto de longo prazo. O ponta Gessime Yassine, do Strasbourg (França), que fez parte daquela campanha vitoriosa, está entre os convocados para a Copa.

A grande esperança dos Leões do Atlas para brilhar no Mundial é o atacante Brahim Díaz, jogador do Real Madrid e conhecido de Vinícius Júnior e Ancelotti. Nascido na Espanha, Díaz representou as seleções de base europeias até 2024, quando optou por defender a bandeira de Marrocos, terra natal de seu pai. Em 26 jogos pela equipe marroquina, ele já balançou as redes 14 vezes, mostrando sua capacidade de decisão.

A provável escalação de Marrocos para a estreia deve ser: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.

A estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 não é apenas um jogo, mas o capítulo inicial de uma narrativa que promete ser intensa e desafiadora. Com um ciclo de preparação turbulento no passado e um adversário de alto nível pela frente, a equipe de Ancelotti terá que mostrar força e resiliência desde o primeiro minuto. Acompanhe todos os detalhes e as análises aprofundadas no Região 5 News, seu portal de informação relevante e contextualizada sobre os grandes eventos do esporte e muito mais.

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