A Copa do Mundo de 2026, a primeira a contar com a participação de 48 seleções e um formato expandido que culmina em oito duelos eliminatórios até a grande final, já se consolidou como um marco na história do futebol. Desde a definição de sua estrutura, a expectativa era de que uma enxurrada de recordes fosse quebrada, e essa previsão se confirmou com mais da metade do torneio já percorrida e as oitavas de final concluídas.
A ampliação do número de jogos, uma das principais inovações desta edição, não apenas gerou novas marcas, mas também permitiu que a história fosse reescrita de diversas outras maneiras. Muitos desses novos recordes ainda têm potencial para serem atualizados à medida que a competição avança, prometendo emoções até o apito final.
Impacto do novo formato: mais jogos, mais gols e público recorde
A fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, por si só, já estabeleceu um feito inédito ao contabilizar 72 jogos, um número superior ao total de partidas de qualquer edição anterior completa do torneio. Essa expansão teve um impacto direto na contagem de gols, que superou com folga o antigo recorde de 172 gols, registrado na Copa de 2022, no Catar. Com 215 gols apenas na fase de grupos e um total de 257 após a conclusão das oitavas de final, a edição de 2026 se consagra como a mais prolífica em termos ofensivos.
A maior oferta de jogos também impulsionou um recorde de público nos estádios. A marca anterior, que pertencia à Copa de 1994, realizada nos Estados Unidos, com pouco menos de 3,6 milhões de espectadores, foi pulverizada. Com o auxílio do Canadá e do México como países-sede, a edição de 2026 já registrou a presença de mais de 5 milhões de torcedores, sendo mais de 4,6 milhões apenas na fase de grupos. Esse número expressivo reflete o sucesso da estratégia da FIFA em expandir o alcance e a participação global do torneio.
Lendas em campo: Messi, Mbappé e Cristiano Ronaldo reescrevem a história
A edição de 2026 não é apenas a que celebrou o 1.000º jogo na história da Copa do Mundo, com a partida entre Tunísia 0x4 Japão, mas também testemunhou a ascensão de novos líderes em corridas históricas de décadas. O alemão Miroslav Klose, que detinha o recorde de maior artilheiro dos Mundiais com 16 gols, viu sua marca ser superada por dois dos maiores nomes da atualidade.
Atualmente, Lionel Messi, com 20 gols (sendo sete nesta edição), e Kylian Mbappé, com 18 gols (seis em 2026), protagonizam uma disputa pessoal pela artilharia histórica, ambos ainda vivos no torneio. Cada um também estabeleceu recordes individuais notáveis: Mbappé, com 10 gols, tornou-se o maior artilheiro em partidas eliminatórias da Copa. Messi, por sua vez, alcançou a maior sequência de partidas com gols marcados na história, com oito jogos consecutivos, iniciada na Copa anterior. O recorde de 13 gols em uma única edição, estabelecido por Just Fontaine em 1958, permanece como um desafio distante.
Outro ícone, Cristiano Ronaldo, embora mais atrás na lista de artilheiros, celebrou um feito sem precedentes: ele é o único jogador na história a marcar em seis Copas do Mundo diferentes (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026, com três tentos nesta edição). Aos 41 anos, o português também se junta a Messi e ao goleiro mexicano Guillermo Ochoa como os únicos atletas a disputar seis edições do Mundial, um testemunho de longevidade e dedicação ao esporte.
Defesa intransponível e reviravoltas emocionantes
Entre os goleiros, o espanhol Unai Simón gravou seu nome na galeria de recordes como sinônimo de eficiência. Ele atingiu a impressionante marca de 519 minutos consecutivos sem sofrer gols em Copas, superando em dois minutos o antigo recorde do italiano Walter Zenga, registrado em 1990. Essa sequência começou na Copa passada, após o gol sofrido contra o Japão na fase de grupos, e incluiu o 0 a 0 contra Marrocos (onde os pênaltis não entram na contagem). Com a Espanha ainda na disputa pelo título, o recorde de Simón será testado nas oitavas de final contra Portugal, de Cristiano Ronaldo.
A edição de 2026 também se destaca pelo maior número de vitórias de virada, com um total de 13, e, curiosamente, pelo maior número de gols contra. O egípcio Mohamed Hany, em partida contra a Austrália, marcou o gol contra que desempatou a contagem em relação à edição de 2018, na Rússia, que teve 12 gols “sem querer”. O inusitado é que este foi o segundo gol contra de Hany nesta edição, um feito que não acontecia desde 1966. O Egito, que segue na competição, torce para que o tempo extra não resulte em outro recorde indesejado para o jogador.
A Copa do Mundo de 2026, com sua nova dimensão e a quebra de inúmeros recordes, já se estabeleceu como uma das mais memoráveis da história. Para continuar acompanhando todos os desdobramentos, análises e as últimas notícias sobre o mundo do esporte e muito mais, fique ligado no Região 5 News. Nosso compromisso é trazer informação relevante, atual e contextualizada para você.