As escolas da rede municipal de Vila Velha estão ampliando a vivência dos estudantes com ciência, tecnologia, literatura e criatividade por meio do projeto Mais Ciência na Escola, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).
O projeto promove atividades de letramento científico, pensamento computacional, oficinas práticas e cultura maker, que incentiva qualquer pessoa a criar, consertar, modificar e fabricar objetos com as próprias mãos. Participam da iniciativa a UMEFTI Professor Élson José de Souza, em Olaria; a UMEIEFTI Reverendo Waldomiro Martins Ferreira, em Xuri; e a UMEFTI Macionília Maurício Bueno, na Ilha das Flores.
Coordenado pelo professor do Ifes, Dr. Walber Antonio Ramos Beltrame, o programa começou com a oficina “Ler um livro com jogos”, que uniu literatura, criação de jogos digitais e uso orientado de inteligência artificial.
Inspirados na obra Olhos d’água, de Conceição Evaristo, os estudantes transformaram temas como desigualdade social, racismo, infância e dignidade humana em personagens, cenários e desafios digitais. A programação também inclui oficinas de foguetes e eletrônica, além da participação em feiras científicas.
A experiência tem despertado o interesse dos estudantes. “Nesse projeto aprendi a usar comandos Python simples para mover personagens e achei a leitura de Olhos d’água muito bacana. Está sendo muito legal preparar os foguetes!”, conta Theodoro Miossi Nalli, do 8º B.
Kayllane Vitória da Silva Oliveira, também do 8º B, afirma que a etapa de preparação e lançamento de foguetes está sendo muito divertida. Outra frente da iniciativa é a implantação de laboratórios maker, com impressora 3D, cortadora a laser, kits de robótica e eletrônica, ampliando as oportunidades de experimentação e protagonismo.
Para a secretária municipal de Educação, Carla Cabidel, iniciativas como essa ampliam as possibilidades de aprendizagem e aproximam os estudantes dos desafios do futuro.
“A educação precisa oferecer aos nossos alunos oportunidades de experimentar, criar e desenvolver novas habilidades. Quando levamos ciência, tecnologia e inovação para dentro das escolas, fortalecemos o protagonismo estudantil e contribuímos para uma formação mais completa, conectada com a realidade e com as transformações do mundo”, destaca.