A Corregedoria-Geral da Polícia Civil, a prefeitura de São Paulo e a Controladoria-Geral do município investigam uma suposta organização criminosa que obtinha irregularmente os registros de óbitos na capital paulista e repassava para empresas do setor funerário. A articulação levanta sérias questões sobre a segurança de informações sigilosas e a ética na prestação de serviços essenciais durante momentos de vulnerabilidade das famílias.
A segunda fase da Operação Luctus foi deflagrada em 29 de janeiro para apurar mais informações sobre o esquema. O grupo é investigado por crimes contra a administração pública, corrupção, acesso indevido a informações sigilosas, lavagem de capitais e outros delitos correlatos que comprometem a integridade dos órgãos envolvidos.
Ações conjuntas e alvos da Operação Luctus
A investigação teve origem a pedido da prefeitura e mobilizou órgãos de controle e segurança. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em 21 alvos, entre eles um policial civil, um funcionário da prefeitura e empresários do setor. Integrantes da Corregedoria do Município acompanharam as diligências para garantir a transparência e o rigor técnico na apuração.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a segunda fase da operação pretende, além da responsabilização penal dos envolvidos, identificar vulnerabilidades no sistema e formas para aperfeiçoar os mecanismos de controle interno, governança e integridade na administração municipal e estadual.
Envolvimento de concessionárias e posicionamento oficial
Uma das empresas envolvidas é a concessionária Velar SP, um dos quatro grupos que administram os 22 cemitérios da capital paulista. A Velar é responsável por seis deles, incluindo locais de grande movimentação como Vila Alpina, Itaquera e Freguesia do Ó, o que amplia a relevância e o impacto potencial das investigações em curso sobre o mercado funerário local.
Em nota oficial, a Velar afirmou que tomou conhecimento da operação pela imprensa e que, até o momento, não teve acesso aos autos nem à decisão judicial que fundamentou as diligências. A empresa destacou que está à disposição das autoridades para contribuir com o pleno esclarecimento dos fatos.
O desdobramento dessas apurações segue sendo acompanhado de perto pela sociedade, visto que o vazamento de dados sensíveis afeta diretamente a privacidade e a segurança jurídica de cidadãos enlutados. Continue acompanhando o Região 5 News para se manter informado sobre esta e outras notícias de relevância regional e nacional, sempre com apuração rigorosa e compromisso com a verdade.