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Educação capacita 400 merendeiras com foco em inclusão e cardápios especiais

Boas práticas na cozinha, segurança alimentar e acolhimento de alunos com seletividade alimentar foram os principais temas abordados no treinamento promovido pela Secretaria de Educação (Semed) da Prefeitura de Vila Velha para 400 merendeiras escolares, de segunda-feira (13) a quarta-feira (15), no Auditório do Parque Urbano Duque de Caxias, no Centro. A formação é realizada nos períodos das férias dos alunos com o objetivo de qualificar e humanizar ainda mais o serviço prestado nas escolas.
 
Durante os três dias, as profissionais foram orientadas sobre boas práticas de manipulação de alimentos, higiene, segurança alimentar e o preparo correto das refeições, seguindo os cardápios elaborados por nutricionistas. A grande ênfase do treinamento foi a elaboração e o manuseio dos cardápios especiais, voltados para estudantes que convivem com alergias alimentares, intolerâncias, diabetes, doença celíaca e outras condições que exigem adaptações na alimentação. A capacitação é feita em parceria com a empresa Horto Central Marataízes (HCM).
 
Segundo a gerente de Práticas Culturais e Esportivas e Alimentar da Semed, Silvania Sousa, a seletividade alimentar é um desafio frequente entre crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições que impactam a relação com os alimentos.
 
“A seletividade vai além de uma simples preferência, envolve fatores sensoriais, comportamentais e clínicos. Durante a capacitação, as merendeiras foram orientadas a acolher esses alunos com respeito, criar um ambiente alimentar inclusivo e incentivar, de forma gradual e cuidadosa, a aceitação de novos alimentos quando possível”, destacou.
 
As nutricionistas responsáveis pelo treinamento reforçaram que o preparo dos cardápios especiais exige atenção redobrada para evitar a contaminação cruzada. Os ingredientes destinados às crianças com restrições alimentares precisam ser manipulados, armazenados e servidos separadamente, garantindo total segurança.
 
“Investir na formação contínua desses profissionais é valorizar quem está na linha de frente da nutrição dos nossos alunos. O papel da merendeira vai muito além de cozinhar: elas são agentes de saúde, segurança e inclusão social dentro da escola”, finalizou a gerente.

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