A futura Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil, foi o ponto central das discussões na edição norte-americana da Conferência de Futebol (Confut USA). O evento, que reuniu importantes lideranças da indústria esportiva, ocorreu na última quinta-feira (16) e sexta-feira (17) no Hotel Double Tree by Hilton, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, sublinhando a crescente relevância do futebol feminino no cenário global.
A escolha do Brasil como sede da Copa Feminina de 2027 posiciona o país no epicentro dos grandes eventos esportivos mundiais, após ter recebido a Copa Masculina de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio em 2016. A conferência nos EUA serviu como um fórum estratégico para debater os preparativos, o impacto e o legado que o torneio trará, tanto para o esporte quanto para a sociedade brasileira.
O Palco Internacional do Debate sobre o Futebol Feminino
A Confut USA, realizada em Nova Jersey, destacou-se não apenas pela pauta focada na Copa Feminina 2027, mas também por sua localização estratégica. O hotel que sediou o evento está a cerca de 16 quilômetros do palco da final da Copa Masculina, que ocorreu neste domingo (19), entre Espanha e Argentina, às 16h (horário de Brasília). Essa proximidade física e temporal com um evento de grande visibilidade do futebol masculino ressalta a intenção de integrar e elevar o debate sobre a modalidade feminina ao mesmo patamar de reconhecimento e importância.
A conferência serviu como um termômetro para as expectativas em torno do Mundial de 2027, reunindo stakeholders, patrocinadores e veículos de comunicação para alinhar estratégias e maximizar o potencial de um evento que promete ser um marco. A presença de representantes de diversas esferas da indústria do esporte sublinha o caráter global e multifacetado das discussões sobre o futuro do futebol.
O Papel da EBC e o Impulso à Modalidade no Brasil
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) marcou presença no encontro pela segunda vez como apoiadora de mídia, reforçando seu compromisso com a promoção do futebol feminino. A diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, enfatizou a importância da participação da empresa nesse diálogo. “Acho muito importante que a empresa tenha se tornado um agente nessa conversa sobre o futebol feminino. Estamos aqui como uma emissora pública que transmite a modalidade no Brasil, que se afirma como a casa do futebol feminino e que apoia o empoderamento feminino por meio do futebol”, destacou Pellegrino.
A TV Brasil, emissora pública da EBC, tem desempenhado um papel crucial na visibilidade da modalidade, transmitindo ao vivo o Campeonato Brasileiro Feminino, as fases decisivas das Séries A2 e A3, e as finais das categorias sub-17 e sub-20. Em 2025, a emissora também exibiu os jogos do Brasil na Copa América Feminina, disputada no Equador e vencida pela seleção canarinho, alcançando 1,17 milhão de domicílios entre 13 de julho e 2 de agosto daquele ano. Esse engajamento da mídia pública é fundamental para a popularização e o desenvolvimento do esporte no país.
Copa Feminina 2027: Um Legado de Transformação para o Brasil
A diretora-presidente da EBC participou ativamente de painéis que abordaram a modalidade e a realização da Copa Feminina no Brasil. A competição está agendada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027, distribuída por oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A abrangência geográfica do evento promete mobilizar diversas regiões do país, gerando um impacto significativo.
De acordo com Roberto Gevaerd, diretor de gestão e inovação da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), o Mundial movimentará mais de R$ 8,8 bilhões e gerará mais de 70 mil empregos. “Em um período inferior a 15 anos, o Brasil terá concentrado os principais eventos esportivos do mundo: a Copa Masculina de 2014, a Olimpíada [do Rio] de 2016 e, agora, a Copa Feminina”, afirmou Gevaerd, ressaltando a capacidade do país em sediar megaeventos e o potencial transformador do torneio para a economia e o turismo. A expectativa é que o evento não apenas impulsione o setor, mas também deixe um legado duradouro de infraestrutura e visibilidade para o futebol feminino.
O Cenário da Competição e os Próximos Horizontes do Confut
O Mundial Feminino do Brasil será a décima edição da história da competição, que teve início em 1991, na China. A seleção brasileira, como país-sede, já tem vaga assegurada entre os 32 participantes, mantendo sua tradição de disputar todas as edições do evento. Até o momento, 13 seleções garantiram sua classificação por meio das eliminatórias continentais: Austrália, China, Japão, Coreia do Norte, Filipinas, Coreia do Sul, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Dinamarca, França, Alemanha e Espanha, a atual campeã.
Aline Pellegrino, ex-capitã da seleção brasileira vice-campeã mundial em 2007 e atualmente diretora de Legado e Relações Institucionais da Copa de 2027, projetou o impacto do torneio: “É um canhão muito grande, uma competição consolidada. São muitas oportunidades que teremos de visibilidade para o futebol feminino brasileiro e da América do Sul e alavancar ainda mais a modalidade para todos os parceiros comerciais e consolidar nosso produto”. A Confut, que existe desde 2019, tem planos de expansão, com mais dois encontros este ano: a Confut Sudamericana (8 a 10 de setembro, no Rio de Janeiro) e a Confut Nordeste (8 a 10 de dezembro, em Recife). A primeira edição da Confut Euro está prevista para março de 2027, no Porto, Portugal, indicando a crescente internacionalização e importância desses debates. Para mais detalhes sobre a conferência, você pode consultar a Agência Brasil.
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