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Arte indígena é destaque em exposição na Casa da Memória

A exposição “Olhares Indígenas”, na Casa da Memória, na Prainha, em Vila Velha, reúne pinturas, esculturas, utensílios, cestaria e artesanato produzidos pelos artistas indígenas Sônia Guarani e Claudiomiro Guarani, da Aldeia Boa Esperança, em Aracruz. A mostra segue aberta até 26 de julho e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 8h30 às 17h30.
 
A exposição propõe uma releitura da história da colonização da Capitania do Espírito Santo a partir da perspectiva dos povos originários. 
 
Os artistas acumulam participação em exposições, encontros culturais e ações de difusão das culturas indígenas. O Espírito Santo possui mais de 14 mil indígenas, distribuídos em diferentes territórios. Em Santa Cruz, distrito de Aracruz, estão localizadas 12 aldeias das etnias Guarani e Tupiniquim.
 
Segundo o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha, Luiz Paulo Rangel, a exposição amplia o debate sobre a formação cultural capixaba. “Está sendo considerada nessa exposição, de maneira essencial, a perspectiva sob o olhar e sentimentos dos povos originários que aqui estavam e dos negros escravizados que vieram depois. Ambos fundamentais para a cultura e formação da nossa gente, influenciando costumes, a língua, a alimentação e o desenvolvimento das terras capixabas, do nosso estado do Espírito Santo”.
 
A mostra também apresenta uma releitura do painel “A Chegada”, obra do artista canela-verde Rodolpho Valdetaro exposta no Museu Casa da Memória. A nova leitura revisita o desembarque de Vasco Fernandes Coutinho na Prainha, em 23 de maio de 1535, sob o ponto de vista dos povos indígenas que ocupavam o território naquele período.
 
O secretário de Cultura de Vila Velha, Felipe Marques Fonseca, afirma que iniciativas voltadas aos povos originários fortalecem o reconhecimento das matrizes culturais que compõem a identidade do município. Segundo ele, a circulação dessas narrativas amplia o acesso à memória coletiva e contribui para a valorização das diferentes formações históricas presentes na cidade.
 
A realização conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, SNC, Funcultura e Secult-ES, além de apoio institucional da Prefeitura de Vila Velha.

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