A capital ucraniana, Kiev, foi novamente palco de uma série de intensos ataques aéreos russos na madrugada desta terça-feira (8), marcando a retomada dos bombardeios após uma breve interrupção que coincidiu com a visita de enviados de paz dos Estados Unidos. A ofensiva, que utilizou drones e mísseis, resultou em um cenário de destruição, com vítimas fatais e dezenas de feridos, reacendendo a preocupação internacional com a escalada do conflito.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou a morte de três pessoas e o registro de múltiplos incêndios em diferentes pontos da cidade. O ministro do Interior, Ivan Vyhivskyi, detalhou que 16 indivíduos ficaram feridos. A infraestrutura civil foi severamente afetada, com pelo menos 14 edifícios, um dormitório, uma escola, uma clínica e diversos depósitos entre os alvos atingidos, conforme informações das autoridades locais. A embaixadora da União Europeia na Ucrânia, Katarina Mathernova, descreveu o impacto, afirmando que “Kiev estava explodindo e pegando fogo”.
Ataque devastador deixa mortos e feridos em Kiev
A madrugada de terça-feira trouxe um novo capítulo de horror para os moradores de Kiev, quando a capital ucraniana foi alvo de uma barragem de drones e mísseis russos. A violência dos ataques foi sentida em diversas partes da cidade, onde equipes de resgate e bombeiros trabalharam incansavelmente para conter os incêndios e socorrer as vítimas.
O balanço inicial divulgado pelas autoridades ucranianas é sombrio. Três pessoas perderam a vida em decorrência dos bombardeios, e outras 16 ficaram feridas, necessitando de atendimento médico urgente. A extensão dos danos materiais também é considerável, com estruturas residenciais e públicas transformadas em escombros.
Entre os locais atingidos estão pelo menos 14 edifícios, incluindo um dormitório estudantil, uma escola e uma clínica, além de vários depósitos e outras instalações. A destruição generalizada evidencia a brutalidade da ofensiva e o impacto direto na vida civil.
Visita diplomática dos EUA e a imediata escalada russa
A recente onda de ataques a Kiev ocorreu logo após a partida de importantes enviados de paz dos Estados Unidos, Jared Kushner e Steve Witkoff. Eles estiveram na capital ucraniana no domingo (6) para conversas com o presidente Volodymyr Zelenskiy, como parte dos esforços do governo Trump para buscar uma solução para o conflito que já dura quatro anos e meio.
A visita dos diplomatas norte-americanos a Kiev seguiu-se a reuniões em Moscou, onde o Kremlin indicou que não descartava a retomada das negociações tripartites. Em um gesto de segurança para os negociadores, tanto Moscou quanto Kiev haviam suspendido os ataques às suas respectivas capitais por um período de três dias.
A retomada dos bombardeios russos imediatamente após a saída dos enviados foi interpretada como uma mensagem clara. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, expressou sua indignação no X (antigo Twitter), afirmando que “no momento em que os enviados de paz do presidente dos EUA partiram, (o presidente russo Vladimir) Putin lançou outro ataque massivo e terrível contra Kiev”.
Apelo ucraniano por mais pressão e interceptores de mísseis
Diante da intensificação dos ataques, a Ucrânia renovou seus apelos por maior apoio da comunidade internacional. O ministro Andrii Sybiha instou os aliados a aumentarem a pressão sobre Moscou e, crucialmente, a fornecerem mais interceptores para derrubar mísseis balísticos.
A preocupação com a capacidade de defesa aérea ucraniana é crescente, uma vez que os estoques de mísseis interceptores de Kiev estão em níveis criticamente baixos. A eficácia desses sistemas é vital para proteger as cidades ucranianas dos mísseis mais sofisticados e difíceis de abater.
Antes das negociações de paz, a Rússia já havia intensificado seus ataques aéreos contra Kiev e regiões vizinhas, alterando o padrão para ofensivas quase contínuas, em vez de se concentrarem apenas no período noturno. A utilização de drones a jato mais velozes tem causado mais mortes e interrupções nas atividades cotidianas.
Estratégia russa e a amplitude dos bombardeios
O Ministério da Defesa russo, por sua vez, declarou que os ataques tiveram como alvo instalações militares e logísticas em Kiev e na região circundante, bem como no porto de Chornomorsk, localizado no Mar Negro. Essa afirmação, veiculada por agências de notícias russas, contrasta com os relatos de danos a infraestruturas civis.
A ofensiva russa não se limitou à capital. O primeiro-ministro Sergii Koretskyi informou que outras oito regiões ucranianas também foram atingidas pelos bombardeios. Um exemplo da amplitude desses ataques foi o incidente na região de Sumy, no norte do país, onde cerca de 100 pessoas precisaram ser retiradas após drones russos atingirem um trem.
No sul, um mercado nos arredores da cidade portuária de Odessa, no Mar Negro, também foi alvo, resultando em três pessoas feridas, conforme relatado pelo governador local. O presidente Zelenskiy descreveu a ofensiva como um “ataque complexo”, planejado para causar o “máximo de danos possíveis à vida humana”.
Zelenskiy detalhou que a investida russa envolveu uma combinação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, antimísseis navais e drones “shaheds” movidos a jato. Ele reiterou que os mísseis balísticos continuam sendo “particularmente difíceis” de interceptar, representando um desafio significativo para as defesas aéreas da Ucrânia.
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